A inauguração de unidade fabril da Ômega Paper nesta sexta-feira
(18) no município de Ribas do Rio Pardo reuniu diversas autoridades. A
instalação da fábrica na cidade deve gerar 90 empregos, entre diretos e
indiretos, e contribuir para a diversificação da economia do município.
O prefeito Roberson Moureira (PPS), lembrou que o projeto de
criação de um polo de confecção no município começou no ano passado. “Nosso
objetivo à frente da Prefeitura de Ribas do Rio Pardo é diversificar o
oferecimento de empregos na cidade, pois, atualmente, 90% das ofertas de trabalho
são apenas para homens. Com a introdução dessa fábrica de confecção, começamos
a modificar essa realidade, possibilitando também a alteração do perfil
econômico do município”, pontuou.
Indústria
“A inauguração dessa fábrica em Ribas do Rio Pardo é o primeiro
passo de um grande projeto de fazer do município um novo polo de confecções do
Estado”, disse o presidente da Fiems (Federação das Indústrias do Estado do
Mato Grosso do Sul). O deputado estadual Paulo Corrêa reforçou que a
inauguração da primeira indústria de confecção em Ribas do Rio Pardo é fruto da
atuação do prefeito em parceria com o Sistema Fiems, que contribuirá para
melhoria da qualidade de vida da população.
Já o presidente do Sindivest/MS (Sindicato das Indústrias do
Vestuário, Tecelagem e Fiação de MS), Francisco Veloso, ressaltou que o
trabalho do Sindicato, em parceria com o Sistema Fiems, está voltado na busca
de novos investimentos do segmento do vestuário e têxtil no Estado. O
diretor-geral da Ômega, Marco Antônio Siniegui lembrou que a empresa é
especializada na produção de uniformes escolares e produzirá, inicialmente,
cerca de 500 mil peças de camisetas de uniformes escolares por ano, gerando 45
empregos diretos.
“A partir do próximo ano, estaremos instalados na nossa sede definitiva
em Ribas, que será no prédio da antiga rodoviária da cidade, já cedido pela
Prefeitura. Nossa intenção será também fabricar uniformes profissionais
completos, inclusive equipamentos de proteção, peças de vestuário promocionais
e comercialização de kits de materiais escolares, podendo aumentar a produção
para dois milhões de peças por ano”, informou o diretor.
Colaboradores
Maria Lúcia da Silva, de 24 anos, que estava desempregada há dois
anos e, após a formação em costura industrial oferecida pela Prefeitura,
conseguiu ser contratada pela Ômega. “Antes, eu trabalhava como doméstica e, na
verdade, esse é o meu primeiro emprego com carteira assinada. Estou muito feliz
e espero progredir dentro da fábrica para aumentar ainda mais a minha renda”,
declarou.
Já a funcionária Glenes Lopes de Souza, 22 anos, recorda que
anteriormente trabalhava em uma serralheria da cidade e que o serviço era muito
pesado. “Aqui, além de pagar melhor, o trabalho é mais compatível para uma
mulher. Agora, com a minha renda e a do meu marido, vamos poder melhorar de
vida”, previu.