Nesta
quinta-feira (1º), data em que se comemora o Dia Mundial de Luta contra a Aids,
a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau), por meio do Programa Municipal
de DST/AIDS divulgou que não existe mais grupo de risco e sim conduta de risco
e, também, que a faixa etária dos pacientes mudou. Aumentou o número de
mulheres infectadas que possuem relacionamento estável. Além disto, o grupo predominante
hoje é formado por pessoas com mais de 50 anos e não mais com idade entre 20 e
29 anos.
Estes
dados foram revelados hoje, durante a apresentação do boletim epidemiológico
referente ao 3º trimestre de 2011, do Programa Municipal de DST/Aids. Na
ocasião, o coordenador do programa, o médico infectologista Erivaldo Elias
Júnior destacou os dados relacionados à doença, desde 1984 até setembro deste
ano.
“Na
última década, foi verificada esta inversão da doença por faixa etária, sendo que
há 10 anos foram notificados 44 casos de Aids para cada 100 mil habitantes com
idade entre 20 e 29 anos e este número caiu para 20, enquanto que na população
de 50 a
59 anos o número aumentou de 20 para 40 casos a cada 100 mil habitantes”,
relatou o coordenador.
Elias
mencionou, ainda, que no mesmo período foram contabilizados 3.359 casos de Aids
e confirmados 1.249 óbitos. No entanto, o número de pessoas que são portadoras
do vírus é muito maior, porém a grande maioria ainda não sabe, o que é muito
preocupante. “Estima-se que cerca de 10 mil pessoas sejam portadoras do HIV na
Capital e uma grande parte não sabe. Por isso, é preciso que a população se
conscientize da prevenção e da necessidade de realizar exames disponíveis na
rede municipal de saúde, com todo acompanhamento médico e fornecimento de
medicamento gratuito”, alertou o infectologista.
Outro
dado divulgado no boletim diz respeito ao número de gestantes infectadas, que
atualmente é de 300 mulheres nesta condição, contra 419 em todo o Estado. Se
todas fizerem o pré-natal adequado, com medicamento voltado à proteção do feto,
as chances de que o bebê venha a contrair o vírus é de apenas 2%.
Ato
simbólico
Para
chegar a um número maior de pessoas, a Sesau preparou uma programação que
inclui apresentação de peças teatrais na Praça do Rádio Clube, em centros de
convivências de idosos da cidade, na Feira Central, por meio do Programa Fique
Sabendo. Além disso, para as pessoas que passarem pela praça será ofertada a
testagem gratuita de detecção do vírus HIV, com resultado em 10 minutos.
Atendimento
O
atendimento às pessoas que desejam saber se são portadoras da doença é feito de
forma gratuita e sigilosa em Campo Grande. Entre eles estão o Centro de
Testagem e Aconselhamento (CTA), especializado na realização de testes de HIV e
DST e tratamento das doenças sexualmente transmissíveis (fone: 3314-3133).
Para o
tratamento e atendimento também há o Centro de Doenças Infectoparasitárias
(Cedip), com telefone 3314-8289 e ainda o Hospital-Dia Esterina Corsini, onde é
feito o acompanhamento médico aos pacientes com HIV e AIDS durante o dia,
evitando a internação convencional. Fone 3345-3135.