O Brasil vai fazer um novo aporte de recursos ao FMI (Fundo
Monetário Internacional) para minimizar os efeitos da crise econômica mundial
principalmente na Europa. O anúncio foi feito após reunião do ministro da
Fazenda, Guido Mantega, com a diretora-gerente do FMI, Cristina Lagarde em
Brasília.
“O Brasil está disposto a colaborar com aporte. Dessa vez o FMI
não veio trazer dinheiro como no passado, mas veio pedir dinheiro para o Brasil
emprestar. Prefiro ser credor do que devedor. Temos larga cooperação que vamos
reforçar”, disse Mantega.
Segundo o ministro, os recursos serão oferecidos para minimizar os
efeitos da crise europeia. “Acredito que a zona do euro possui instrumentos
para superar a crise, mas enquanto isso não ocorre a situação se deteriora.
Nossa preocupação não é só com os países europeus, mas principalmente com os
países emergentes”.
Apesar da garantia do reforço financeiro, os valores não foram
definidos. Segundo Mantega, o montante deve ser decido entre os integrantes do
Brics (Rússia, Índia, China e África do Sul) antes da reunião do G20, prevista
para fevereiro. Além disso, os valores “estão condicionados a continuação de
reforma de cotas [poder de voto no FMI] que já foram acertadas” nos dois
últimos anos.
Mesmo tendo assegurado que o Brasil vai aportar recursos, Mantega
cobrou que os países desenvolvidos façam o mesmo e reforcem o FMI. “Esperamos
que todos os países compareçam. Vamos colocar nossos recursos, mas esperamos
que eles também entrem com a parte deles, até porque se trata de países muito
mais ricos e fortes do que nós”.