O
governo da Alemanha vai pagar pensão a mais 16 mil vítimas do Holocausto em
todo o mundo. Com o acordo, anunciado ontem (5), o país passa a indenizar 66
mil sobreviventes dos campos de concentração e guetos nazistas, incluindo
pessoas que tiveram de viver escondidas.
O
acordo teve o apoio da Claims Conference, organização sediada em Nova Iorque.
"Não é uma questão de dinheiro. É o reconhecimento da Alemanha do
sofrimento causado a essas pessoas", disse Greg Schneider, vice-presidente
executivo da instituição.
O
pagamento a essas vítimas só foi possível porque o governo alemão revisou as
regras para pensões aos sobreviventes do Holocausto.
Segundo
as novas regras, que entram em vigor em 1º de janeiro, qualquer judeu que tenha
passado 12 meses em algum gueto, escondido ou com falsa identidade, poderá
receber uma pensão de 300 euros mensais. Para os residentes nos países do
antigo bloco soviético, o valor mensal chega a 260 euros. Dos novos
beneficiários das pensões do governo alemão, 5 mil vivem nos Estados Unidos.
O
Holocausto foi o extermínio de judeus em campos de concentração durante o
regime nazista de Adolf Hitler, que governou a Alemanha entre 1934 e 1945.