A
partir de 2012, os testes rápidos disponibilizados para gestantes no Sistema
Único de Saúde (SUS) vão servir não apenas para o diagnóstico do HIV/aids, mas
também para identificar a sífilis.
De
acordo com o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do
Ministério da Saúde, Dirceu Greco, a previsão é que 4,5 milhões de kits produzidos no Brasil sejam
distribuídos por meio do programa Rede Cegonha.
“A
sífilis tem um diagnóstico fácil, um tratamento completamente eficaz, mas o Brasil
ainda tem em torno de 12 mil casos de sífilis congênita por ano”, disse, em
entrevista ao programa Brasil em Pauta,
coordenado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e
produzido em parceria com a EBC Serviços.
O
diretor destacou que, no caso de gestantes, o diagnóstico da doença deve ser
feito o mais precocemente possível, para evitar danos ao bebê. Segundo ele, a
estimativa da pasta é que cerca de 3,3 milhões de mulheres engravidem todos os
anos no país.
A
sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum, que pode se
manifestar em três estágios. A maioria dos sintomas acontece nas duas primeiras
fases, período em que a doença é mais contagiosa. O terceiro estágio pode não
apresentar sintoma e, por isso, dá a falsa impressão de cura.
Os
primeiros sintomas são pequenas feridas nos órgãos sexuais e gânglios nas
virilhas (ínguas), que surgem entre sete e 20 dias após o sexo desprotegido com
alguém infectado. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não
apresentam pus. Ao alcançar um certo estágio, podem surgir manchas em várias
partes do corpo (inclusive mãos e pés) e queda dos cabelos.
A
sífilis é congênita quando ocorre a transmissão da doença da mãe para o bebê. A
infecção é grave e pode causar má-formação do feto, aborto ou morte da criança.
O diagnóstico se dá por meio de exame de sangue, que deve ser prescrito no
primeiro trimestre da gravidez. O recomendado é refazer o teste no terceiro
trimestre da gestação e repeti-lo antes do parto, já na maternidade.