Desde 2008 a
economia mundial passa por uma crise crescente. A Grécia atravessa
dificuldades, e as preocupações giram em torno do futuro do euro, além do
limite das dívidas federais dos Estados Unidos, que assustam os investidores de
vários países, inclusive no Brasil. Por estes motivos, o ouro vem ganhando novo
fôlego e tem sido uma opção mais viável nos momentos de crise.
A perda na confiança dos bancos centrais e governos, os metais
preciosos ganharam sustentação e alta. Em agosto deste ano, o ouro passou a
marca de US$ 1.800 por onça-troy – que equivale a 31,1 gramas – pela
primeira vez e em 2010 teve valorização superior a 32%. Desde os atentados de
11 de setembro, o ouro acumula um aumento de 600% no país.
“Diferentes de outras commodities que têm o seu consumo reduzido
em momentos de crise, o preço do metal segue um fluxo contrário, aumentando a
sua demanda e, consequentemente, o preço, pois o investidor parte para o ouro
como forma de reserva de valor e para obtenção de ganhos financeiros.”, explica
Moacir Camargo, gerente de planejamento da OM Ouro.
Para Camargo, o ouro é soberano frente a outros investimentos,
pois em nenhum momento, tomando como referência um prazo de 10 anos, o metal
remunerou menos que a caderneta de poupança brasileira. “É seguro porque não
perde valor ao longo do tempo e tem liquidez certa a qualquer tempo e lugar do
mundo.
Segundo o especialista, o ouro não sofre tanta volatilidade em
comparação a outros investimentos, as oscilações de cotações são menos bruscas
e é de fácil conversibilidade, porque é aceito em qualquer lugar do mundo.
Desta forma, segundo ele, imune às crises mundiais, o ouro ganha
confiança de pequenos, médios e grandes investidores.