Dourados
vem identificando pelo menos um caso de HIV
por semana. Os dados são do Programa Municipal DST/Aids e Hepatites
Virais, que faz uma média de 40 testes por semana.
Apenas
no Dia Mundial de Luta contra a Aids (1°
de dezembro) dos 83 testes feitos das 8h às 17h, na Praça Antônio João, foram
identificados dois casos de HIV. Os dois são homens na faixa etária de 21 e 23
anos, que já iniciaram o acompanhamento em saúde.
A coordenadora
do Programa Municipal DST/Aids e Hepatites Virais, Berenice de Oliveira Machado
Souza avalia que o quadro é preocupante e, caso a população não tome os devidos
cuidados, os números só vão aumentar.
Em Dourados, dos 1.338 casos acompanhados
pelo programa atualmente, 434 já evoluíram para a Aids. O restante, 904, ainda
estão com o vírus ‘incubado’. Com os quadros agravados pela Aids, este ano, 18
pessoas já morreram. Conforme as estatísticas, os homens lideram os casos da
doença em Dourados. No
total são 720 homens e 606 mulheres entre os que convivem com o vírus e os
pacientes em tratamento.
A maioria está entre a faixa etária de 21 a 30 anos.
O médico
Antônio Marinho Falcão, que faz acompanhamento no DST/Aids e Hepatites Virais,
disse que boa parte dos casos que chegam até ele estão em fase inicial e seguem
para acompanhamento. À medida que o vírus evolui torna-se necessário utilizar
medicamentos.
Identificado
o HIV, a pessoa passa a ter uma vida mais regrada em relação às que não têm o
vírus. Não beber, não fumar e ter uma alimentação saudável são os principais
itens para evitar a evolução do vírus. “Esse é o nosso principal problema, o de
convencer a pessoa levar uma vida saudável”, disse o médico.
O
medicamento mais utilizado atualmente é o AZT (zidovudina) que é um bloqueador
de transcriptase reversa. A principal função do AZT é impedir a reprodução do
vírus da Aids ainda em sua fase inicial.