Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011         15h43        241
Britânico de cinco anos é o único no Reino Unido a sobreviver à bactéria E.coli no cérebro
EXTRA/LD
Reprodução / The Sun
 Britânico de cinco anos é o único no Reino Unido a sobreviver à bactéria E.coli no cérebro
O pequeno britânico contraiu a bactéria
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O pequeno Thomas Miller, de cinco anos, sobreviveu a doze cirurgias no cérebro, insuficiências renal e hepática, paralisia no lado esquerdo do corpo e cegueira dos dois olhos. Tudo isso depois de comer um hambúrguer. O menino foi o único a sobreviver à bactéria E.coli, depois que atinge o cérebro, no Reino Unido e um dos quatro no mundo.

Thomas ficou doente 24 horas depois de comer um hambúrguer em um passeio com a família, na Escócia, há dois anos. O pequeno começou a perder sangue e foi levado ao hospital pelos pais Joanne e Andrew. Começava aí a batalha da família contra a doença.

Os médicos descobriram que a bactéria tinha entrado na corrente sanguínea do menino, atacando veias e vasos. Thomas recebeu uma transfusão de sangue, mas a E.coli já havia atingido o cérebro. O caso era tão raro que os médicos britânicos solicitaram a ajuda de especialistas canadenses.

“Ele não estava falando comigo, o que era estranho, já que ele sempre foi um menino agitado”, lembra Joanne. Durante o tratamento, Thomas sofreu reações alérgicas tão sérias que precisaram ser tratadas por especialistas em queimaduras. Os médicos chegaram a dizer aos pais que o menino não sobreviveria por mais uma noite.

Thomas foi mantido em coma e respirando com ajuda de aparelhos por dias. “Quando ele acordou, os médicos ainda não sabiam se os danos no cérebro seriam permanentes. Ele não mexia as pernas nem os braços”, contou Andrew.

De acordo com o pai de Thomas, é muito raro um caso em que a bactéria E.coli invade o cérebro. No Reino Unido, o último registrado foi em 1993. Depois que o menino acordou do coma, os médicos fizeram cirurgias para remover os abcessos que haviam se formado no cérebro e ele recuperou os movimentos e voltou a enxergar.

Depois de 20 semanas no hospital, Thomas voltou para casa. Mas a família logo descobriu que a bactéria não havia sido totalmente exterminada e o pequeno precisou retomar o tratamento. Ele sofreu uma reação alérgica, ficou com a pele vermelha e queimada. “Eu vim buscá-lo e a pele dele saiu na minha mão”, conta o pai.

Em janeiro e fevereiro de 2010, Thomas passou por longas cirurgias para retirar abcessos. E o efeito foi quase imediato. “Eu nunca vou esquecer do dia em que saiu do tratamento intensivo. Ele perguntou pelo irmão, e eu soube naquele momento que já estava tudo bem”, conta aliviada Joanne.

 

 

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