O
governador André Puccinelli e mais oito gestores estaduais solicitaram ao
presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, e ao relator-geral do Orçamento
de 2012, deputado Arlindo Chinaglia, que seja
dobrado o valor para ressarcimento das perdas causadas pela Lei Kandir.
Na peça orçamentária deste ano constam R$ 3,9 bilhões, sendo que foram
executados R$ 3,1 bilhão e os governadores querem R$ 7,5 bilhões para 2012.
Também
foi solicitada a votação, ainda este ano, do projeto que garante a distribuição
dos royalties do Pré-Sal de forma igualitária entre todos os estados
brasileiros. Para garantir a votação do Projeto de Lei ainda este ano do
Pré-Sal, Marco Maia, durante a reunião, consultou o Palácio do Planalto sobre a
possibilidade em se retirar a urgência constitucional para o projeto que cria
regime de previdência complementar para os servidores da União, porém a
presidente Dilma Rousseff estava em viagem.
Esse
procedimento é necessário para destrancar a pauta. “Vamos tentar uma reunião
hoje ou até sexta-feira para conversar com a presidente Dilma”, enfatizou
Puccinelli. Também o governador destacou que é necessário que “os royalties
sejam partilhados com todos os brasileiros”, não apenas com “os brasileiros de
São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo”.
Em
relação à desoneração da Lei Kandir, Puccinelli explicou que só foram
executados R$ 3,1 bilhões dos R$ 3,9 bilhões provisionados no orçamento. Para
2012 os Estados solicitam R$ 7,5 bilhões, o dobro do que foi executado pelo
Governo federal este ano. As unidades da federação querem que “seja restituído
aos Estados só 25% do que a União nos deve”. A estimativa é de que os estados
perdem R$ 30 bilhões com a Lei Kandir todos os anos.
Puccinelli
destacou que “estados e municípios em decorrência da não restituição da Lei
kandir podem ficar desprovidos de
recursos para pagamento integral do 13º. A União desonera em demasia os estados para prover de
royalties e dólares o Governo federal”, completando que a perda dos recursos da
Lei Kandir faz com que haja “menos escolas, menos creches, menos ações sociais,
ou seja, a União precisa entender que a Kandir, se era para quatro anos, está
vigendo a 14 anos”.
Também
foi conversado sobre a revisão do ônus financeiro da dívida dos Estados com a
União, com redução dos juros anuais de 6% para 2% e substituição do indexador
de IGP-M por IPCA, bem como a redução de, no mínimo, 20% do percentual de
comprometimento da receita líquida do estado com o pagamento das dívidas com a
União.
Participaram
da reunião os governadores Agnelo Queiroz, do Distrito Federal; João Raimundo
Colombo, de Santa Catarina; Siqueira Campos, do Tocantins; Silval Barbosa, de
Mato Grosso; Teotônio Vilela Filho, de Alagoas; José Eliton, vice-governador de
Goiás; Alceni Guerra, representando o governador do Paraná; e Elizete Leonel,
representando o governador de Rondônia.
Entre
os presentes na reunião estavam os deputados federais sul-mato-grossenses Edson
Giroto, Marçal Filho, Luiz Henrique Mandetta e Reinaldo Azambuja, bem como os
senadores Antonio Russo e Waldemir Moka.
Com
informações da assessoria do deputado federal, Edson Giroto