Filhos de pais fumantes têm risco maior de desenvolver leucemia
UOL/AQ
Um
estudo publicado no American Journal of Epidemiology revelou que crianças cujos
pais são fumantes têm um risco aumentado de desenvolver leucemia do que aquelas
cujos pais não são fumantes. A análise foi liderada por uma pesquisadora do
Telethon Institute for Child Health Research, na Austrália.
A
pesquisa contou com a participação de quase 400 famílias em que as crianças
foram diagnosticadas com leucemia linfoblástica aguda. Os pais responderam,
então, a um questionário sobre os hábitos ligados ao tabagismo. Em seguida, as
crianças com a doença foram comparadas com as de outras 800 famílias que não
tinham leucemia.
Os
resultados mostraram que as crianças eram mais afetadas pelo vício do pai do
que da mãe. Filhos de homens que fumavam durante o período de concepção tinham
risco 15% maior de desenvolver leucemia. Já aqueles cujos pais fumavam pelo
menos 20 cigarros por dia aumentavam a probabilidade para 44%.
Leucemia
é o cancêr comumente diagnosticado em crianças. Segundo estimativas do
Instituto Nacional de Câncer (INCA) são esperados 8.510 novos casos para 2012,
sendo 4.570 homens e 3.940 mulheres.
Fumo passivo afeta
comportamento e aprendizagem de crianças
Outro estudo, publicado na revista Pediatrics, mostrou que
crianças que fumam passivamente em suas casas têm mais chances de desenvolver
problemas de comportamento e aprendizagem do que aquelas que estão livres da
fumaça do cigarro. A análise foi financiada pela Flight Attendants Medical Research Institute,
dos Estados Unidos.
A pesquisa utilizou dados de mais de 55 mil
crianças de até 12 anos, que fizeram parte da Pesquisa Nacional de Saúde da
Criança de 2007. Desse total, cerca de 6% estava exposta ao fumo passivo dentro
de casa. Conversando com os pais, foram identificadas aquelas que haviam sido
diagnosticadas com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e
quais recebiam tratamento para esse problema. Informações sobre problemas menos
agudos de conduta e desenvolvimento escolar também foram coletadas.
Os resultados mostraram que crianças que
fumavam passivamente dentro de casa tinham 50% mais chances de desenvolver
problemas de comportamento e aprendizagem. Além disso, a maior parte delas
apresentava mais de um problema ligado a essas duas vertentes.
Segundo os pesquisadores, também já foi
comprovado que fumar passivamente aumenta as chances de ter problemas
respiratórios e nos ouvidos. Mesmo assim, muitos pais ainda não têm consciência
dos benefícios que ele pode trazer a sua família fumando apenas fora de sua
casa.