Equipes de resgate procuram neste domingo mais de 800 pessoas
desaparecidas no sul das Filipinas depois de alagamentos e deslizamentos
de terra causados pela passagem da tempestade Washi terem arrastado
casas para rios, matando mais de 650 moradores de áreas pouco preparadas
para lidar com tempestades.
As cidades de Cagayan de Oro e Iligan, na ilha de Mindanao, foram as
mais castigadas quando o tufão passou enquanto as pessoas dormiam, entre
a noite de sexta-feira e a manhã de sábado, invadindo as cidades com
água e lama.
A Cruz Vermelha Nacional Filipina (CVNF) disse que 652 pessoas morreram
em oito províncias na região de Mindanao (sul), com mais de 800
desaparecidos.
Cerca de 100 mil pessoas afetadas vão precisar de assistência,
informaram neste domingo as autoridades locais.
De acordo com o diretor do Centro Nacional de Prevenção e Resposta aos
Desastres, Benito Ramos, uma das necessidades mais urgentes é a água
potável.
As autoridades começaram a distribuição de alimentos, bebidas e roupas
para cerca de 10 mil famílias em 30 centros de apoio habilitados nas
áreas afetadas.
O presidente da Cruz Vermelha das Filipinas, Richard Gordon, deve viajar
para a região nesta segunda-feira, para ver de perto as necessidades
dos afetados.
"A prioridade é aliviar o sofrimento humano", disse Gordon à rede de
televisão ABS-CBN.
As cidades de Cagayan de Oro, com meio milhão de habitantes, e Iligan,
com 318 mil, foram as que sofreram mais danos.
Com ventos de até 90 quilômetros por hora, Washi atingiu a ilha de
Mindanao na noite de sexta-feira (16), causando chuva forte, impedindo
decolagens de voos domésticos e deixando grandes áreas sem energia.