Comer pouco pode ajudar a lembrar mais, segundo divulgou o cientista
Giovambattista Pani, da Universidade Católica do Sagrado Coração, de Roma
(Itália). Ele sugeriu que as pessoas descartem a sobremesa e partam direto para
o cafezinho ao fim das refeições para melhorar a silhueta e a capacidade de
armazenamento de informações no cérebro.
O estudo, divulgado pelo jornal britânico Daily Mail nesta terça-feira (20),
sugeriu que a restrição calórica possa melhorar a saúde e prolongar a vida.
Pani focou a pesquisa na proteína CREB1, que é conhecida pela importância na memória
e no aprendizado, e constatou, em experimentos com ratos, que menos calorias
significa melhora na capacidade de aprender e lembrar.
Segundo o cientista, cortar 600 calorias ou 30% da necessidade diária de
calorias já traria tais benefícios, assim como a ingestão de chá ou café. Pani
ainda comparou os dados do estudo com os moradores da ilha de Okinawa, no
Japão, que tem uma grande população de idosos acima dos 100 anos e praticam o
Hara Hachi Bu, técnica que prega que devemos comer até estarmos 80% satisfeitos,
reduzindo a quantidade de radicais livres produzidos na digestão e melhorando a
saúde cardíaca.
"Nosso estudo identificou, pela primeira vez na história, um medidor
importante dos efeitos da dieta no cérebro. A descoberta será importante para
encontrar terapias futuras para prevenir a degeneração cerebral causada pelo
processo de envelhecimento", falou o cientista italiano.