O
Brasil caiu nove posições e aparece em 85º lugar, empatado com a Argentidna, em
um ranking que classifica os países pelo nível de generosidade de seus
cidadãos.
O
índice, elaborado pela entidade Charities Aid Foundation (CAF), com sede no
Reino Unido, é elaborado por meio de uma pesquisa que faz três questões: se a
pessoa, no último mês, doou dinheiro a uma instituição de caridade, se ela
realizou trabalho voluntário ou se ajudou algum estranho ou alguém que ela não
sabia se precisava de ajuda.
A
média simples do percentual das respostas positivas a essas três perguntas
resulta no índice de cada país.
Assim,
em 2011, o Brasil apresentou um índice de generosidade de 29%, com 48% dos
entrevistados afirmando que ajudaram um estranho, 26% dizendo que doaram
dinheiro a instituições de caridade e apenas 14% relatando participação em
trabalho voluntário. Em 2010, o país apresentou um índice de 30%, ficando na
76ª posição.
Em
termos de voluntariado, o Brasil caiu um ponto percentual em relação a 2010,
ficando em 101º lugar, empatado com África do Sul, Bangladesh, Camarões,
Itália, Mali, Marrocos, Moçambique e República Democrática do Congo.
O
ranking é liderado pelos Estados Unidos, país que estava em quinto lugar em
2010. Em segundo lugar, aparece a Irlanda, que subiu uma posição em relação ao
ano passado, seguida por Austrália (3º) e Nova Zelândia (4º), que, na pesquisa
anterior, estavam empatados em primeiro lugar. O Reino Unido subiu três
posições e é quinto.
As
últimas posições do ranking são ocupadas por Croácia, Albânia, Grécia, Burundi
e Madagascar, que tem o pior resultado geral.
A
CAF calculou os índices com base em uma pesquisa realizada pelo instituto
Gallup, que entrevistou mais de 150 mil pessoas em 153 países.
Melhora global
De
acordo com a CAF, o estudo de 2011 indica um aumento na generosidade dos
cidadãos dos países pesquisados, com um aumento do índice global de 31,6% em
2010 para 32,4% neste ano.
A
entidade afirma que foi verificado um aumento na ajuda a estranhos e no tempo
dedicado a trabalhos voluntários. Por sua vez, as doações em dinheiro tiveram
queda.
Segundo
a pesquisa, o maior aumento de generosidade em 2011 foi verificado na Ásia, com
quatro das cinco regiões do continente apresentando melhora no índice.
A
CAF recomenda aos governos que garantam a existência de ministérios
responsáveis por promover ações de caridade mais efetivas, enquanto as empresas
devem incentivar seus funcionários a participar de trabalhos voluntários e
facilitar o apoio às comunidades locais.
Aos
cidadãos comuns, a entidade pede que pelo menos 1,5% da renda individual seja
destinado a caridade, com os mais ricos dando proporções maiores. Ela pede
também que os doadores assegurem doações regulares às entidades e busquem
maneiras eficientes de dar dinheiro, podendo fazer uso de mecanismos oferecidos
pelo Estado como abatimento de impostos.