O
governador André Puccinelli (PMDB) vai trocar um secretário na virada do ano e
outro até o mês de março. É a primeira mudança na equipe, que permanece a mesma
desde o início do primeiro mandato. Apesar de desfrutar de um time fiel e
competente desde a época da Prefeitura de Campo Grande, o governador diz que
fará duas mudanças, uma delas porque quer tirar. Mas, “para tirá-lo, vou ter
que promovê-lo”, disse o governador.
André
mantém sigilo sobre quem pretende substituir e disse que não fará essa
revelação. Como haverá duas substituições, cada um poderá fazer a própria
dedução.
O
governador disse que sempre procurou profissionalizar a equipe, evitando
partidarização em atividades essenciais, como saúde, segurança pública e
educação. Nessas áreas, segundo André, estão ‘profissionais’, notando que não
há acomodação de aliados no primeiro escalão.
“Camarada
que não trabalha, não cria, não estimula não traz soluções, eu alongo da minha
vida política”, diz André. “Faço a triagem no começo. Serve esse partido,
serve. No segundo escalão, faço alguma concessão. Chamo o titular o partido e
falo, se não trabalhar direito, pé no traseiro”.
As
concessões são feitas no segundo e terceiro escalões, mas com critérios que
começam com a escolha dos aliados, bem antes da formação do governo. Haverá
mudanças no segundo escalão, mas em abril, por conta da desincompatibilização
de eventual candidato.
Na
equipe, há pelo menos quatro ex-prefeitos que pretendem concorrer, José
Domingues Ramos (Zé Cabelo), de Ribas do Rio Pardo; Adão Rolim, de São Gabriel
do Oeste; Roberto Hashioka, de Nova Andradina, e Eraldo Jorge Leite, de Jateí.
André
diz que a escolha do secretariado leva em conta a competência do profissional
na área, por isso não abre mão do primeiro time da Saúde e Educação e de
Wantuir Jacini na segurança pública. “Nas secretarias onde o fim é essencial,
elencado pela população como primeira necessidade, não pode haver partidarização.
O secretário de segurança é um profissional, para ele tanto faz atender PMDB,
PSDB, PDT ou PTB. Se tiver que atender a um partido, ele pode até acatar, mas
vai ponderar”, exemplifica André, citando Beatriz Dobashi (Saúde) e Nilene
Badeca (Educação) como “profissionais”.
André
disse que a nomeação de um secretário precede a avaliação de todas as
implicações, se ele será mandado pelo partido, se vai atender ao governador ou
aos políticos.
Secretários
A
equipe do governador André Puccinelli é formada pelos secretários Osmar
Jeronymo (Casa Civil), Mário Sérgio Lorenzeto (Fazenda), Thiê Iguchi Viegas dos
Santos (Administração); Maria Nilene Badeca da Costa (Educação); Beatriz
Figueiredo Dobashi (Saúde); Carlos Marun (Habitação e Cidades); Carlos Alberto
Said Menezes (Meio Ambiente, Planejamento, Ciência e Tecnologia); Tereza
Cristina Corrêa da Costa (Produção); Wilson Cabral Tavares (Obras Públicas e
Transportes); Wantuir Jacini Brasil (Justiça e Segurança Pública) e Evelyse
Ferrira Cruz Oyadomari (Gestão de Recursos Humanos); e Rafael Coldibelli
Francisco (Procurador-Geral do Estado).