Após a posse nesta quarta (28) do senador Jader Barbalho (PMDB-PA),
10,26% dos 81 senadores e dos 513 deputados que começarão a legislatura
de 2012 no Congresso serão diferentes em relação aos empossados no
início de 2011.
O Senado iniciará o ano com 11 senadores diferentes dos que tomaram
posse em 1º de fevereiro deste ano. Na Câmara, 50 deputados foram
substituídos ao longo de 2011.
Embora tivessem obtidos votos suficientes para se eleger, três
senadores e quatro deputados não assumiram no começo de 2011 porque
estavam barrados pela Lei da Ficha Limpa. Os sete só tomaram posse
depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a lei não tinha
validade durante a eleição de 2010.
Senado
Como a eleição para o Senado é majoritária, nenhum dos suplentes que
atualmente ocupam uma cadeira na Casa recebeu votos para estar ali. Ao
assumir a vaga do titular, eles têm direito ao salário mensal de R$
26.723,13, mais os benefícios de parlamentar, como verba indenizatória
de R$ 15 mil ao mês, acrescida de cinco passagens aéreas de ida e volta.
Gráficas, combustível e telefone são pagos fora da verba indenizatória.
Dos suplentes do Senado, três estão nas vagas porque os titulares foram
chamados pela presidente Dilma Rousseff para assumir o comando de
ministérios.
Lobão Filho (PMDB MA) está no lugar do pai, Edison Lobão, ministro de
Minas e Energia. Paulo Davim (PV-RN) é suplente do senador Garibaldi
Alves Filho, ministro da Previdência. Sérgio Souza (PMDB-PR) entrou no
lugar de Gleisi Hoffmann, ministra-chefe da Casa Civil. Se os três
deixarem os ministérios, poderão retomar suas vagas no Senado a qualquer
momento.
Clóvis Fecury (DEM-MA) assumiu no lugar de João Alberto Souza
(PMDB-MA), que deixou o Senado para assumir o comando de uma secretaria
do Estado.
O ex-suplente Zezé Perrela (PDT-MG), presidente do Cruzeiro, terá sete
anos e meio de mandato no Senado devido à morte do titular, o
ex-presidente da República Itamar Franco, que morreu em 2 de julho,
vítima de um acidente vascular cerebral (AVC).