O governador André Puccinelli disse que o secretário de
Fazenda, Mário Sérgio Lorenzetto, pediu para deixar o cargo.
O secretário de
Obras e Transportes, Wilson Cabral, também manifestou desejo de sair do
governo. Nenhum dos dois pedidos foi aceito, segundo o governador, que mantém o
mistério sobre as mudanças na equipe. André não entrou em detalhes sobre o
período em que os secretários pediram demissão. Disse que pediu a Wilson Cabral
para ficar na Secretaria até que encontre algum substituto.
Segundo o governador, na minirreforma que está sendo
planejada, uma demissão ocorrerá por força de promoção. “Um é da indireta. Quem
está na gestão hoje será remanejado e promovido para fora”, disse. Apesar de
não revelar os demissionários, André já adiantou que cinco nomes estão fora
dessa possibilidade.
Nos bastidores, as especulações indicam que seriam
intocáveis os secretários Wantuir Jacini (Justiça e Segurança Pública), Beatriz
Dobashi (Saúde), Tânia Garib (Assistência Social), Osmar Jerônymo (Casa Civil)
e Mário Sérgio Lorenzetto (Fazenda). Perguntado hoje sobre as mudanças, André
descartou demitir Tânia Garib.
Questionado sobre a permanência da secretária de Educação,
Nilene Badeca, o governador transferiu a resposta para depois; “não vou
responder agora”, afirmou.
Além dos “intocáveis”, o governador também descartou
outras baixas especuladas, como da secretária de Produção, Tereza Cristina, que
não teria mais pretensões de concorrer à Prefeitura de Terenos; do diretor do
Detran, Santos Pereira, pré-candidato a vereador na Capital; e Carlos Marun,
que não deve retornar à Assembleia.
O diretor-presidente da Sanesul, José Carlos Barbosa,
cogitado até para ser candidato a prefeito de Dourados, também está seguro no
cargo, segundo o governador.
O governador avalia que mudanças de ambientes também
ajudam a melhorar o desempenho de seus auxiliares.
"Remanejamento para melhor desempenho. Quando começa
a cansar, remaneja o titular de um setor, que vai para outro setor e ele fica
esperto, volta a ter o mesmo gás que tinha no órgão de origem e a gente ganha
um sangue puro. Novo, novinho", disse o governador na última entrevista
sobre o mistério da minirreforma, que deve ser feita após as férias de
Puccinelli, que vai ocorrer de 7
a 24 de janeiro. “A mudança será na volta das minhas
férias”, avisou André.