Técnicos
da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estão analisando a
documentação de produtos de prótese mamária da Rofil, importados da Holanda,
sua comercialização e produção, depois de receber reclamações de usuárias.
A
suspeita é de que as próteses holandesas usem o mesmo material das próteses
francesas, que correm mais risco de estourar e foram produzidas com material
não recomendado para uso médico.
De
acordo com nota divulgada pela agência, "a Anvisa tem conhecimento dos
problemas e recebeu reclamações de usuárias". No Brasil, a Pharmedic
Pharmaceuticals Importação, Distribuição, Comércio e Representações Ltda tem o
registro válido para comercializar as próteses.
Nos
próximos dias, a Anvisa deve divulgar o levantamento com as reclamações
recebidas por pessoas que colocaram próteses da Rofil e as medidas que serão
tomadas.
Próteses francesas
A fabricante francesa Poly Implant Prothèse (PIP) foi processado por elaborar
próteses mamárias com silicone industrial, o que acarreta riscos à saúde. O
Brasil importou 34.631 unidades da marca PIP, das quais 24.534 foram
comercializadas. As outras 10.097 próteses serão recolhidas e descartadas.
A Alemanha e a República Tcheca entraram no grupo de países que recomendam a
extração de todos os implantes da prótese pela empresa francesa PIP (Poly
Implant Prothèse). Elas se juntam à França, primeiro país a fazer a
recomendação e disposto à pagar pelas cirurgias.
Já o governo britânico anunciou não existirem "provas suficientes"
para recomendar a retirada generalizada dos polêmicos implantes de mama
fabricados pela empresa francesa, usados por 42.000 mulheres no país.
A decisão britânica é semelhante à brasileira, cujas autoridades sanitárias do
país só recomendam a retirada da prótese em caso confirmado de ruptura. O
procedimento pode ser realizado pelo SUS (Sistema Único de Saúde).