O emprego na indústria caiu pelo terceiro mês consecutivo. Em
novembro de 2011, a taxa de ocupação no setor foi de -0,1%, comparada ao
mês anterior. A redução do contingente de trabalhadores já tinha
atingido taxas negativas em setembro (-0,4%) e outubro (-0,5%), na
comparação mês a mês.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a redução do número de
vagas na indústria foi de 0,5%, a mais intensa, desde janeiro de 2010. O
recuo foi registrado em sete das 14 regiões pesquisadas pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário,
divulgada hoje (13), a indústria paulista foi a que mais impactou a
média global entre as regiões pesquisadas. A taxa de emprego industrial
em São Paulo foi de -3,7%, provocada por taxas negativas em 15 dos 18
setores investigados. A maior redução no total do pessoal ocupado foi
registrada nas indústrias de borracha e plástico (-11,9%), seguida pela
indústria de alimentos e bebidas (-3,9%), de produtos de metal (-6,5%),
de calçados de couro (-15,9%), de vestuário (-5,8%) e de metalurgia
básica (-9,0%).
Por outro lado, Paraná (5,3%), região Norte e Centro-Oeste (2,4%), Rio
Grande do Sul (2,2%) e Minas Gerais (1,6%) apontaram as principais
contribuições positivas sobre o total do pessoal ocupado.
Apesar de o setor de alimentos e bebidas ter sido um dos responsáveis
pelas taxas negativas tanto de São Paulo, onde a queda no setor foi de
3,9%, quanto de outros estados como o Ceará (4,5%), esse segmento foi
apontado pelo instituto como um dos que impactaram mais positivamente a
média global do emprego industrial. Em números gerais, o setor alimentos
e bebidas tiveram resultado positivo na taxa de trabalhadores ocupados
(2,6%), acompanhando outros segmentos que empregaram em novembro de
2011, como meios de transporte (5,3%) e máquinas e aparelhos
eletroeletrônicos de comunicações (5,6%)
Ainda na avaliação por setor, o IBGE constatou que em novembro do ano
passado, o emprego industrial recuou em 11 dos 18 ramos pesquisados. As
maiores pressões negativas sobre a taxa de ocupação na indústria foram
provocadas pelo segmento calçados de couro (-8,2%), seguida pelo setor
borracha e plástico (-6,4%), vestuário (-4,4%), madeira (-11,8%) e
produtos de metal (-3,5%).