A Costa Cruzeiros, proprietária do Costa
Concordia, o navio que naufragou na última sexta-feira em frente à ilha
italiana de Giglio, anunciou nesta quinta-feira, 19, que está entrando
em contato com passageiros e associações de consumidores para
"reembolsar a passagem e as demais despesas materiais".
O presidente e executivo-chefe da Costa Cruzeiros, Pier Luigi
Foschi, enviou uma carta a todos os passageiros para defender a atuação
da companhia e de sua tripulação.
Na nota da empresa italiana é informado que está contatando todos os
passageiros para se certificar de que conseguiram retornar a suas casas,
saber de seu estado de saúde e confirmar que abonará o custo do bilhete
de embarque e as outras despesas materiais que tiveram devido ao
acidente.
Além disso, a Costa Cruzeiros expressa seu pêsames pelas vítimas e
sua solidariedade aos familiares dos até agora 11 mortos e acrescenta
que "reafirmará seu empenho e dedicação constante à segurança e à
relação com seus passageiros, que representam seu patrimônio mais
importante em seus mais de 60 anos de trabalho".
"Aproximadamente 1,1 mil pessoas da Costa Cruzeiros no mundo todo
estão trabalhando sem descanso desde a noite da sexta-feira na gestão
deste terrível acidente, a fim de oferecer assistência aos passageiros e
tripulantes para que possam se reunir com suas famílias em seus locais
de residência" indica Foschi.
Na carta, o presidente da companhia não cita em nenhum momento o
capitão do Costa Concordia, Francesco Schettino, mas lembra que "houve
atos de heroísmo por parte de membros da tripulação, que antepuseram a
salvação dos demais à própria".
Diante das críticas de alguns passageiros pela ausência de ajuda por
parte da tripulação, Foschi indica que os funcionários "se comportaram
de maneira admirável em uma situação de dificuldade extrema,
conseguindo, nas terríveis condições em que se encontravam, evacuar mais
de 4 mil pessoas no menor tempo possível".
Foschi afirma ainda que todos os membros da tripulação realizam um
treinamento específico para lidar com as emergências e para dar
assistência aos hóspedes em caso de abandono do navio.
Muitos dos passageiros do Costa Concordia denunciaram que não havia
membros da tripulação indicando o que fazer ou descendo os botes de
salvamento.
"A preparação da tripulação da Costa Cruzeiros é examinada
periodicamente pela Guarda Litorânea e por organismos independentes,
respeitando os requisitos especificados no sistema SMS (Safety
Management System - sistema de gestão de salvamento)", acrescenta
Foschi.