Os
Estados Unidos devem aumentar a capacidade de processamento de vistos para
Brasil e China em 40% nos próximos 12 meses, ordenou nesta quinta-feira (19) o
presidente Barack Obama, como parte de um pacote de estímulo turístico para seu
país, anunciado na Disney World, na Flórida.
A
ordem executiva divulgada pela Casa Branca pediu aos ministérios envolvidos
para que preparem um plano em 60 dias que assegure que "80% das
solicitações de vistos sejam atendidas em até três semanas" nesses dois
países, salvo exceções que envolvam a segurança do país.
"As
pessoas querem vir aqui. E China e Brasil são dois dos países com o maior
acúmulo [de pedidos de vistos]. Então isso é o que estamos fazendo - dizendo ao
mundo que a América está aberta aos negócios", discursou o presidente,
segundo o jornal "Chicago Tribune".
Os
requisitos para os turistas e homens de negócios estrangeiros têm sido motivo
de queixas por parte de alguns países emergentes, que não pertencem ao chamado
programa de isenção de vistos, o qual beneficia a maioria dos países europeus e
as nações ricas e aliadas dos Estados Unidos.
Altos
funcionários diplomáticos já anunciaram em novembro que aumentarão o número de
funcionários nas embaixadas de Brasil e China devido a grande demanda de
vistos.
Dos
820.000 brasileiros que pediram permissão para viajar aos Estados Unidos entre
outubro de 2010 e setembro de 2011 (ano fiscal americano), 791.000 a obtiveram.
A
demanda superou em 40% a cifra do ano anterior.
Os
Estados Unidos concederam 885.000 visas a chineses, ante mais de um milhão de
solicitações durante o mesmo período, num aumento de demanda de 34%.
Crescimento
Segundo cálculos
citados pela Casa Branca, o crescimento das classes médias na China, Brasil e
Índia devem provocar um aumento do número de viagens para esses países de 135%,
274% e 50%, respectivamente, até 2016.
O
Departamento de Comércio calcula que os turistas chineses gastam mais de US$ 6
mil quando viajam aos Estados Unidos, com todo incluso, e os brasileiros cerca
de US$ 5 mil.
A ordem
presidencial acontece num contexto de perda de mercado internacional, explicou
a Casa Branca.
"A
participação do mercado americano no gasto dos turistas internacionais caiu de
17% para 11% entre 2000 e 2010", explicou o comunicado emitido pelo
governo que detalha as medidas.
Ante
esta situação, Obama anunciou seu objetivo de fazer dos Estados Unidos o
primeiro destino turístico mundial para impulsionar a criação de empregos
dentro do setor, informou a Casa Branca.
"Quanto
mais gente visita os Estados Unidos, mais americanos voltam a trabalhar",
disse o presidente em um comunicado após firmar um decreto convocando várias
agências federais a tomar medidas para estimular a atividade turística no país.