Domingo, 22 de Janeiro de 2012         08h43        284
Cientistas descobrem verdadeira cor da Via Láctea
Space/AQ
Divulgação
 <b>Cientistas descobrem verdadeira cor da Via Láctea
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A nossa galáxia é chamada de Via Láctea devido a sua aparência, que lembrava aos gregos antigos um caminho esbranquiçado como o leite. No entanto, essa é a visão que temos da nossa própria galáxia vendo-a por dentro, e pode não representar a verdadeira tonalidade dela.

Para dificultar ainda mais a observação, a poeira espacial concentrada no plano galáctico interfere nos observatórios instalados na Terra e, por causa disso, conseguimos ver apenas 2 mil anos luz dos mais de 100 mil anos luz de extensão da nossa galáxia.

Pensando em como solucionar este problema, pesquisadores decidiram olhar para as cores de outras galáxias para descobrir o tom da nossa. O raciocínio parte da premissa de que galáxias cujas propriedades se aproximam da Via Láctea podem nos dizer qual a cor dela.

Os cientistas, então, reuniram informações de milhões de galáxias similares a nossa em termos de quantidade de estrelas e taxa em que elas estão nascendo - ambas relacionadas com a cor de uma galáxia - e chegaram a seguinte conclusão: a Via Láctea é branca como a neve.

“Trata-se do branco da neve da primavera logo depois do amanhecer ou antes do entardecer”, disse o co-autor do estudo Jeffrey Newma, durante o último congresso da Sociedade Astronômica Americana, realizado em Austin, nos Estados Unidos, de 8 a 12 de janeiro.

Além de mostrar que a Via Láctea tem um nome muito apropriado, o estudo serviu para trazer mais informações sobre a idade e a origem dela, uma vez que a cor das galáxias é um dos parâmetros mais importantes para indicar a idade das estrelas.

Segundo Newman, o fato da Via Láctea ser branca sugere que ela tem várias estrelas em fase de decadência. “Daqui a alguns bilhões de anos, a nossa galáxia será um lugar muito chato, cheia de estrelas de meia-idade consumindo seus últimos restos de combustível e morrendo sem que novas tomem o seu lugar”, disse.

O pesquisador e seus colegas divulgaram o estudo, na semana passada, na reunião anual da Sociedade Astronômica Americana.

 

 

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