O PMDB de Mato Grosso do Sul está pagando preço caro por apoiar a candidatura do ex-ministro da Saúde, José Serra (PSDB), à Presidência da República, nas eleições de 2014.
Depois de pouco mais de um ano de assumir o governo, a presidente Dilma Rousseff começou a tirar do partido o controle dos principais cargos federais para dar lugar ao PT.
O senador Delcídio do Amaral, pré-candidato a governador em 2014, foi um dos grandes responsáveis pela derrocada do PMDB na atual administração. Ele emplacou o seu aliado e companheiro de partido, ex-deputado estadual Pedro Teruel na Superintendência Regional da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
No governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PMDB comandava muitos cargos de expressão no Estado, a despeito do PT. Lula resistiu em seus dois mandatos a pressão dos “companheiros para expulsar os peemedebistas” dos cargos federais.
Isto porque com Lula, o PMDB era apenas aliado de grande importância estratégica para garantir a governabilidade. Com Dilma, o partido é mais que um aliado. É governo, pois ocupa a Vice-Presidência da República com o presidente nacional da legenda, Michel Temer.