A
paciência da diretoria do São Paulo com o empresário de Nilmar, Orlando da
Hora, está terminando. O clube segue buscando um acordo com o representante do
atacante do Villarreal. O problema é que nenhuma das partes cede. O São Paulo
não sobe sua oferta, enquanto Orlando, que pediu um “pequeno ajuste” na
proposta tricolor, não baixa a pedida.
Essa
postura do agente está começando a cansar o presidente Juvenal Juvêncio e o
diretor de futebol, Adalberto Baptista. No clube, dirigentes já cogitam
estipular a próxima sexta-feira como prazo final para as negociações.
Orlando
da Hora, que não participou da reunião da última segunda-feira por estar em
Barretos, resolvendo questões particulares, chegou a São Paulo nesta terça e
está reunido desde às 14h com o advogado do jogador, André Ribeiro. Em rápido
contato telefônico, ele disse que Nilmar ficou balançado com a oferta do clube
do Morumbi, que propôs um contrato de cinco anos. O agente, porém, ainda
defende a tese de que o atacante deva continuar no futebol europeu.
O
que pode mudar a postura do empresário na negociação é a oferta do Lazio (ITA),
recusada pelo Villarreal - o valor foi de € 8 milhões (R$ 19,4 milhões). Sem
negócio com outro time europeu - e com Nilmar sem receber salários há três
meses no Villarreal -, Orlando da Hora pode se ver obrigado a mudar de ideia.
Do
lado são-paulino, a insatisfação aumenta. A oferta salarial é de R$ 300 mil
mensais e não será aumentada. O pensamento dos cartolas do Morumbi é o
seguinte: vale mais o jogador voltar ao Brasil para ganhar menos (na Espanha
ele recebe R$ 380 mil mensais) e acertar um contrato longo de cinco anos do que
seguir na Espanha sem receber. Se fechar com o São Paulo, no final do contrato,
o atacante receberá o montante de R$ 19,8 milhões. Além disso, os investidores
do MOP (My Onw Player), o fundo que colocará o atacante no Morumbi, estão com
pressa de fechar a negociação.