Os jovens são quase 24% dos trabalhadores pobres no mundo, somando
152 milhões de pessoas. É o que mostra relatório sobre a situação mundial dos
jovens no mundo do trabalho feito pelo Departamento de Assuntos Econômicos e
Sociais das Nações Unidas e divulgado hoje (6).
No caso dos trabalhadores não considerados pobres, ou seja os que
vivem com mais de US$ 1,25 por dia, os jovens representam 18,6% do total. Com
menor crescimento da economia global, a juventude tem enfrentado dificuldade
para conseguir uma vaga de trabalho.
Mesmo entre os que têm emprego, muitos relataram enfrentar longa
jornada de trabalho, instabilidade, poucas oportunidades para avançar na
carreira, não ter benefícios de saúde e trabalham na informalidade.
Por isso, não conquistam a independência financeira e nem
conseguem complementar a renda familiar. Outros disseram que sequer conseguem
emprego de meio período para custear os gastos com os estudos.
O documento também apontou o problema do desemprego da população
jovem no Oriente Médio e na África. Em 2010, o percentual de jovens sem
trabalho nessas duas regiões era 25,5% no Oriente Médio e 23,8% no Norte da
África. O relatório diz ainda que os jovens apostam na tecnologia da informação
e desenvolvimento sustentável (empregos verdes) como áreas que oferecem uma
melhor condição de trabalho nos próximos anos.
Eles também pedem um sistema educacional de melhor qualidade e com
facilidade de acesso e sugerem aos governos que implantem programas de estágios
em grandes companhias privadas para a qualificação e inserção no mercado de
trabalho.
As Nações Unidas ouviram jovens e representantes de organizações
da sociedade civil por meio das mídias sociais para elaborar o relatório. Foram
1,1 mil opiniões, sugestões e recomendações recebidas durante quatro semanas,
em outubro do ano passado.