Terça-feira, 07 de Fevereiro de 2012         06h54        228
Número de vagas em estacionamento segue como incógnita em obra do Aquário
CGNews/PCS
Marlon Ganassin
 <b>Número de vagas em estacionamento segue como incógnita em obra do Aquário
Segundo engenheiros, parte da frente do Aquário terá estacionamentos; número, porém, não está definido
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Problema antigo em diversos pontos de Campo Grande e dor de cabeça para os motoristas, o número de vagas para estacionamento segue indefinido no Aquário do Pantanal, em construção no Parque das Nações Indígenas. Hoje, obra está com 28% dos trabalhos concluídos e tem previsão de término para o segundo semestre de 2013.

Segundo o engenheiro Paulo Leandro Ruiz Cândido, responsável pela obra, um estudo já vem sendo feito para tentar aproveitar a parte da frente do Aquário, que hoje tem cerca de 250 metros. Um estudo do tráfego na Avenida Afonso Pena também será levado em conta.

“Conforme a obra anda, alguns estudos são feitos. Ela tem um alcance muito grande. Toda a área da frente será de estacionamento e haverá ainda vagas para ônibus de visitantes. A acessibilidade também será lembrada”, comenta.

Na semana passada, em visita ao local, o governador André Puccinelli (PMDB) pediu ao secretário de Planejamento, Carlos Alberto Negreiros Said de Menezes, atenção especial ao estacionamento.

“O trabalho é dinâmico. Temos que ver a dimensão da obra. Talvez, por exemplo, precise até mesmo comprar um terreno na frente para fazer estacionamento”, complementa.

Segundo ele, na elaboração da proposta inicial do estacionamento, feita pelo arquiteto Ruy Ohtake, foi usado o fluxo de veículos atual no Parque das Nações Indígenas.

“Hoje, temos que ter um levantamento de quanto o turismo em Mato Grosso do Sul vai crescer para definir estratégias. São elas que vão definir o número de vagas”, finaliza.

Andamento

O cronograma da obra é seguido à risca, segundo o engenheiro Domingos Sávio de Souza Mariúba, fiscal da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos). “Hoje 152 pessoas trabalham na obra. O número pode chegar a 400 na fase final da construção”, salienta.

Até o momento, já foram feitas terraplanagem, fundação e parte da construção já está concluída. O processo de importação de alguns materiais, como acrílicos para os tanques, metais e filtros, já está sendo feito. As quatro escadas rolantes e os seis elevadores, fabricados no Brasil, também já foram providenciados.

Parte da terra que foi retirada durante a terraplanagem foi ou será reaproveitada nas construções. Além disso, ainda conforme Mariúba, o estudo ambiental da obra também é cumprido pelos técnicos.

“Todos os resíduos são controlados e o reaterro vem sendo feito. Toda a água da chuva é contida para não descer até o lago”, comenta.

A obra deve consumir, até o final, 14 mil m³ de concreto, 1,4 milhão de quilos de aço e 130 mil m³ de terra, aplicados nos quatro níveis.

O aquário

Com 24 tanques de aquários e aproximadamente 6,6 milhões de litros de água, o aquário terá 18,6 mil m², o equivalente a duas vezes o tamanho da Praça Belmar Fidalgo.

Quem visitar o aquário encontrará 7 mil animais em exposição, subdivididos em mais de 200 espécies (peixes, invertebrados, répteis e mamíferos). Além da exposição, o espaço terá lanchonete, biblioteca, auditório com capacidade para 250 pessoas e centros de pesquisa.

Em um dos seis tanques externos, o projeto inclui ainda flutuação para os turistas. Biólogos irão estudar ainda se um dos aquários poderá ser usado para mergulhos.

Cada aquário será batizado com o nome de um rio que compõe a Bacia Hidrográfica do Rio Paraguai.

“É uma obra diferenciada. O principal será o turismo científico, da atividade econômica e desenvolvimento social que vai trazer. Um taxista, por exemplo, terá que falar, pelo menos, o idioma espanhol”, finaliza Mariúba.

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