O diretor de Prevenção e Atendimento da organização não
governamental (ONG) Safernet, Rodrigo Nejm, faz um alerta a pais e adolescente
de que a web (rede mundial de computadores) e o mundo virtual são territórios
tão perigosos quanto os da vida real.
“Principalmente para as crianças que, muitas vezes, têm
domínio técnico, mas não têm consciência das consequências de publicar algumas
informações e de que há criminosos disfarçados [na web]”, disse ele.
Rodrigo Nejm disse que, da mesma maneira que os pais orientam os
filhos a se cuidar quando estão em uma praça pública, também devem ter
critérios para definir limites quando navegam na internet. A coordenadora do
Portal da Terceira Idade, Anísia Spezia, concorda com o dignóstico sobre os
riscos do mundo virtual, mas lembra que esse não deve ser uma preocupação,
apenas, dos pais.
Os idosos também ficam expostos na rede e, sem orientação
adequada, acabam caindo em armadilhas. “A terceira idade é dona do seu próprio
nariz. Enquanto com os adolescentes as mães continuam dando conselhos sobre a
conduta na internet, nem sempre há um filho que faça a mesma coisa com os
pais”, disse ela.
Essa discussão dominou o debate Conectando Gerações e Ensinando
Uns aos Outros: Descobrindo o Mundo Digital com Segurança, que marcou as
comemorações do Dia Mundia da Internet Segura, comemorado no dia 7 e
fevereiro.O debate ocorreu na sede da Procuradoria Regional da República em São Paulo.
A procuradora regional Janice Ascari disse que a vida virtual não
é diferente da vida pessoal e, por isso, é preciso estar sempre vigilante.
“Isso não é querer ter controle da vida do filho, é apenas uma atitude de
primeiros educadores e de exemplos que eles vão ter para o resto da vida. Por
isso, devemos auxiliá-los quanto à melhor maneira que eles devem se comportar
na sua vida”.
O estudante Bruno Agostinho Barreto Ascari, de 18 anos, acessa a
internet desde os 7 anos de idade, com o monitoramento dos pais. Ele aprova
esse tipo de controle. “Isso foi muito bom para a construção do meu caráter
porque eu posso me relacionar com as pessoas e, mesmo assim, eu sei os limites
que tenho que ter conhecendo essas pessoas na internet”.