A
Justiça de Mato Grosso do Sul revogou a liberdade de dois policiais militares
presos no decorrer das operações Holambra, Alvorada
Voraz e Fumus Malus, deflagradas no final do ano passado para
desmantelar quadrilhas especializadas em contrabando de cigarros. Dos 29
militares presos, apenas sete nunca deixaram o Presídio Militar, na Capital.
Até o momento, dois dos 22 policiais libertados tiveram os habeas corpus revogados,
dentre eles o capitão Edval Alves Calixto, que foi preso em Brasília por força
de um mandado judicial cumprido na Operação Alvorada Voraz.
O
comandante-geral da Polícia Militar em Mato Grosso do Sul, coronel Carlos
Alberto David dos Santos, explicou que na época das prisões dos policiais,
todos eram lotados na Polícia Militar Rodoviária (PRE), no entanto, por
determinação sua, aqueles que já estão em liberdade foram transferidos para a
Companhia de Guarda e Escolta. “Eu preferia que eles ficassem presos. Aliás,
não só eu, mas a sociedade”, lamentou.
Expulsão
A
Corregedoria da PM aguarda a conclusão do trabalho da perícia, que está
degravando áudios disponibilizados pelo Grupo de Atuação Especial Contra o
Crime Organizado (Gaeco), para então decidir sobre a expulsão dos 29 policiais
militares acusados de envolvimento com a máfia do cigarro. O coronel David não
adiantou quantos militares podem ser expulsos, mas garantiu que o processo em
andamento está sendo rigoroso.
Já
o secretário de Justiça e Segurança Pública do Estado (Sejusp), Wantuir Jacini,
explicou que os trabalhos da Corregedoria estão em andamento, no entanto,
algumas diligência e perícias são mais demoradas por serem técnicas. “Ao final
do procedimento e da defesa dos policiais é que a comissão e corregedor
emitirão os pareceres e as penas, que podem ser desde repressão a suspensão,
cadeia e expulsão”, ressaltou.