
Bastou o Tribunal Superior Eleitoral encerrar a apuração para que as calculadoras da política coxinense fossem tiradas da gaveta e postas para funcionar no modo de emergência. O resultado das urnas, que deixou o deputado estadual Júnior Mochi fora da Assembleia Legislativa, jogou uma ducha de água fria (ou um balde de gasolina, a depender do lado) nos bastidores locais.
Com a perda do espaço no Parque dos Poderes para o que seria seu quinto mandato, Mochi volta automaticamente ao radar como a maior "sombra" para as pretensões municipais. Afinal, quem conhece a política da região sabe que o ex-prefeito por dois mandatos não é figura de ficar assistindo o jogo da arquibancada.
O burburinho nos cafés, gabinetes e grupos de Coxim é um só: a apreensão tomou conta daqueles que já se desenhavam como pré-candidatos ao Paço Municipal. A simples possibilidade de Mochi entrar no páreo altera peso e alianças de qualquer grupo político.
Há quem tente emplacar o discurso da "renovação" para conter o pânico, mas a verdade é que as rotas estão sendo recalculadas às pressas. Mochi vai encarar a disputa pelo comando da cidade ou vai usar sua densidade eleitoral para ser o grande fiel da balança?
A eleição geral mal acabou, mas a fogueira da política em Coxim acabou de ganhar um belo feixe de lenha.
