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Sinsmc repudia reajuste da Cassems, Simted/Coxim não se manifesta

Cassems reajustou em 1.186% a mensalidade cobrada de cônjuges de titulares, valor saltará de R$ 35 para R$ 450

Sheila Forato

Hospital da Cassems em Coxim
Hospital da Cassems em Coxim (Foto: PC de Souza/Arquivo)

Na manhã desta sexta-feira (15), o Sinsmc (Sindicato dos Servidores Municipais de Coxim) divulgou nota de repúdio a decisão da Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul) referente ao reajuste de 1.186% da mensalidade cobrada de cônjuges de titulares, que saltará de R$ 35 para R$ 450.

“Tal índice é completamente descolado da realidade econômica do país e dos próprios servidores, superando de forma astronômica os principais indicadores de inflação, como o IPCA e o IGP-M, que norteiam a economia nacional. Esta medida configura um grave ataque ao direito à saúde e à estabilidade financeira da categoria”, diz trecho da nota assinada pelo presidente Anderson Sudário.

Ele pondera que um acréscimo dessa magnitude no orçamento familiar vai forçar o servidor a escolher entre a assistência à saúde e a subsistência básica. “Ao impor um valor proibitivo, a Cassems não está apenas reajustando uma taxa, mas promovendo uma exclusão  de milhares de dependentes que não terão condições de arcar com os novos custos, deixando famílias desamparadas”, destacou Sudário.

O Sinsmc acrescenta ainda que o reajuste ignora a defasagem salarial enfrentada pela categoria e a natureza mutualista da caixa de assistência, que deveria priorizar o acesso e a proteção social em vez de adotar lógicas puramente mercadológicas e punitivas. O sindicato alerta que não vai aceitar o que chamou de confisco indireto e exige a revisão do reajuste e um canal de diálogo.

O Edição MS também entrou em contato com o Simted/Coxim (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação). A presidenta Mara Núbia dos Santos informou que não vai se posicionar, pois eles tem a federação. Ela se refere a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), que também não se manifestou até o fechamento da reportagem.