TMN/PCS
Ronei Hauck Rodrigues foi indiciado por apropriação indébita ao vender bens doados à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, a Apae, em Costa Rica. Ele também é prestador de serviços na Câmara da cidade.
Conforme o inquérito da Polícia Civil local, Ronei cometeu o suposto crime quando era diretor da entidade, em 2015. A empresa municipal de água e esgoto da cidade, a SAAE, doou, ao menos, duas motocicletas e quatro bicicletas para a instituição. Hauck, diz a polícia, era o então presidente da Apae (2013 a 2019) e assinou os termos de doação e entrega em maio de 2015, no entanto, comercializou os bens para demais pessoas.
O caso foi revelado pela atual gestão da Apae, que recebeu notificação de débito do Detran-MS no valor de R$ 4.896,99. A gestão procurou a delegacia, que iniciou as investigações.

Ainda segundo a apuração, nove testemunhas foram ouvidas e relataram que compraram os bens de Ronei, mas que ele nunca formalizou a venda, nem fez as transferências de propriedade dos veículos.
Depoimento de um homem diz que ele comprou uma ‘’Honda CG 125, de cor azul, modelo 1999, por R$ 1.500,00 em dinheiro. Embora tenha adquirido diretamente de Ronei, este último não forneceu o recibo de compra e venda na época, afirmando que o entregaria apenas quando a transferência de propriedade fosse realizada’’, diz trecho do inquérito.
Além das motos, Ronei é tido como suspeito de vender bicicletas e outro mobiliário doados, sempre recebendo em cheque ou dinheiro em espécie.
A maioria dos bens vendidos a terceiros se deterioraram e o paradeiro é desconhecido. Em depoimento, Ronei alegou que os itens doados eram inservíveis e por isso foram vendidos, mas que os valores arrecadados foram entregues à direção da entidade.
O investigado destacou que os relatórios de gestão eram entregues aos órgãos fiscalizadores e que nunca foram reprovadas. O espaço está aberto aos demais citados na matéria.