Domingo, 30 de Novembro de 2025
Polícia
28/11/2025 06:29:00
Atenção: novo golpe usa site fake do Governo para cobrar Imposto de Renda
Moradora de MS foi alvo dos criminosos, que usaram nome e CPF verdadeiros da vítima

MMN/PCS

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Golpista tentava se passar por conta oficial do governo. (Foto: Arquivo pessoal)

Um novo golpe virtual está sendo aplicado por criminosos, que utilizam mensagem e site falsos para cobrar débitos do IR (Imposto de Renda).

Na quarta-feira (26), uma moradora de Campo Grande — que não será identificada nesta reportagem — recebeu uma mensagem de WhatsApp, de um número que se passava por um órgão oficial do governo. A mensagem continha o nome, o sobrenome e até mesmo o CPF da moradora campo-grandense.

A suposta cobrança afirmava que constavam pendências na Dívida Ativa da União e que a não regularização poderia bloquear contas bancárias. Além disso, citava a possibilidade de negociar os débitos e obter descontos de até 65%, por meio do programa Regularize, do Governo Federal. No final da mensagem, havia um link do “portal oficial” para consultar os débitos.

O site, extremamente semelhante ao oficial do governo, citava uma “intimação fiscal” devido a uma pendência do Imposto de Renda do ano de 2020. No entanto, a sul-mato-grossense nunca declarou o imposto, já que se enquadra como isenta. O aviso também apontava o mesmo dia como prazo final para regularização, com consequências, em caso de não cumprimento, como:

Bloqueio de contas bancárias e cartões;

Suspensão do acesso a benefícios federais (Auxílio, Bolsa Família etc.);

Aplicação de multa automática de 150%;

Impossibilidade de movimenta PIX, TED e DOC;

Impedimento para financiamentos, empréstimos e compras no cartão;

Restrições no Banco Central e Serasa.

Em contato com o Jornal Midiamax, a Receita Federal afirmou que em nenhuma hipótese faz contato telefônico para cobrar qualquer tipo de tributos. Assim, a instituição reforça o alerta para golpes desse tipo.

Em outubro deste ano, a Receita emitiu um comunicado sobre outro golpe, envolvendo ligações telefônicas. Nelas, os golpistas induziam as vítimas a realizar transferências, via PIX ou QR Code, alegando ser um procedimento de segurança ou recolhimento oficial.

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