Acusado de espancar criança tem passagem por violência doméstica em Coxim
Sheila Forato/CGNews
Handerson Cândido Ferreira, de 25 anos, que é acusado de ter participado da morte da menina Rafaela, de apenas 3 anos, tem passagem por violência doméstica em Coxim. Ferreira era padrasto da menina e, assim como a mãe Renata Dutra de Oliveira, de 22 anos, é acusado de tê-la espancado.
Rafaela morava com o padrasto e a mãe no bairro Amambaí, em Campo Grande. Após agonizar por pelo menos 24 horas, a menina morreu no último dia 28. Padrasto e mãe estão presos e foram indiciados por maus tratos seguido de morte, ou seja, homicídio doloso, quando existe a intenção de matar.
O laudo necroscópico que chegou ontem às mãos da delegada responsável pelo caso, Regina Mota, da DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente).
O tempo de sofrimento da menina, porém, pode ter se estendido por até 36 horas, sem que a mãe ou o padrasto prestassem socorro. “Eles ignoraram completamente o sofrimento dela”, diz a delegada.
A menina não tinha fraturas, mas conforme o laudo, lesão cerebral provocou a morte da criança e foi causada em um intervalo de 24 a 36 horas antes da morte.
Além da lesão no cérebro, foram encontrados hematomas em várias partes do corpo como antebraço, mãos, abdômen e coxa, confirmando a suspeita de espancamento.
Para a delegada não há como isentar um dos dois das agressões, porque vizinhos e outras testemunhas relataram que ambos se excediam nos corretivos aplicados à Rafaela. Os vizinhos já haviam, inclusive, acionado o Conselho Tutelar, no dia 10 de fevereiro.
SOFRIMENTO – As faixas com fezes e vômito encontradas pela Polícia Civil na casa em que vivia com a mãe o padrasto, no bairro Amambaí, são marcas do sofrimento da menina.
De acordo com o laudo necroscópico, a lesão causada no cérebro da criança foi progredindo lentamente provocando liberação do esfíncter, vômitos em jato e aumento da pressão arterial. Apesar do estado crítico da menina, a mãe e o padrasto não procuraram ajuda médica.
“Não fizeram o menor esforço para salvar a vida dessa criança”, avalia a delegada. No domingo, o padrasto levou a menina para a Santa Casa, dizendo que ela havia caído na banheira, mas ela já chegou sem vida ao hospital.
Em depoimento Handerson afirmou que é usuário de drogas e vizinhos também disseram que Renata também é dependente química, fator que não serve de atenuante, avisa a delegada.
*Com informações do Campo Grande News.
4 Comentários
lucy abreu
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09/03/2010 19h01
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Como diz minha mãe "Só perde quem morre". É como se fossemos um bando de animais numa selva, há um ataque, algum pássaro dá o alarme, todos correm para seus abrigos e a vida continua, ninguém mais lembra ou volta pra saber o que aconteceu.... uma selva de pedras.....
cristiane
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09/03/2010 18h00
coxim |
Cara só de pensar q ja estive na presença desse loco, q ja conversei com ele me arrepio. Que crueldade, mas que a justiça seja feita e ele page por seu crime. E ser um drogado não é desculpa não, e só mais um motivo pra ficar na cadeia, por que pra mim, viciado é criminoso também. Pois por causa da droga e pela droga praticam crueldades.
Nonô Ferreira
vendedor |
09/03/2010 14h09
sonora - ms. |
PARA FICO SEM ENTENDER:...é justamente com esse tipo de indignação do Sr (a) que somado à grandes manifestações populares e organizadas que poderemos combater esse tipo errôneo de atitude da justiça brasileira em relação à crimes bárbaros e previamente denunciados..Eu mesmo já passei por uma situação muitíssimo parecida onde denunciamos o agressor e nenhuma providência foi devidamente tomada.Até que a vítima chegou ao ponto máximo do cuidado pra com a vida dele e acabou por despachar o agresor para o andar de cima,passando,então,a ser réu e pagar por crime que poderia ser evitado antes que viesse mesmo a acontecer.
Sou solidário a você meu (a) amigo e quantos mais que se jun tarem,organizarem e cobrarem uma justiça mais rápida e eficaz.
Bem aventurado é o homem de boa vontade e que se preocupa com a vida.
Muito obrigado e fique todos com deus!
Fico sem entender
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09/03/2010 13h01
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O engraçado é que os vizinhos já tinham avisado o Conselho tutelar. É na maoria das vezes tem que morrer primeiro para depois alguma providência ser tomada,
Sinceramente eu nam entendo!